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2 de agosto de 2025

Santa Dulce dos Pobres: a irmã que dedicou-se ao exemplo do Amor de Cristo

"Amar e Servir" — esse foi o lema que guiou Santa Dulce dos Pobres, a humilde religiosa baiana cuja vida se tornou um hino de caridade. Nascida Maria Rita em 1914, na cidade de Salvador, ela desde cedo ouviu o chamado divino: aos 13 anos, já acolhia doentes e mendigos em sua casa, antevendo sua missão.

 

Em 1933, vestiu o hábito das Irmãs Missionárias, adotando o nome Dulce em honra à mãe falecida. Seu coração ardia pelos mais frágeis: nos Alagados, bairro de palafitas, ergueu postos de saúde e escolas, fundando o Círculo Operário da Bahia. Seu maior legado, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), nasceu de um gesto audacioso: em 1959, ela abrigou 70 doentes em um galinheiro. O lugar sedia hoje um hospital que já atendeu milhões.

 

Até mesmo o renomado escritor Paulo Coelho, cujas obras inspiraram milhões em mais de 80 idiomas, testemunhou o poder transformador de Irmã Dulce. Em sua juventude, após fugir de um hospital psiquiátrico, ele chegou a Salvador perdido e desesperado. Ao procurar a religiosa, ela lhe entregou um bilhete com as palavras "Vale um bilhete de ônibus" e sua assinatura. O motorista que o leu permitiu que ele seguisse viagem e reencontrasse seu caminho. Mais tarde, Coelho reconheceria aquele gesto como um sinal divino, uma prova de que Deus age através dos humildes.

 

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo metropolitano de Uberaba, lembra que o mês de agosto, em que se celebra a padroeira do Triângulo Mineiro, Nossa Senhora da Abadia, é também o mês que se faz memória da primeira santa brasileira. Canonizada em 2019 pelo Papa Francisco, Irmã Dulce, cujas relíquias repousam no Santuário que leva seu nome provou durante toda a sua vida que a santidade é feita de pequenos gestos inflamados pelo Espírito Santo.


O dia 13 de agosto é dedicado à sua memória e ao seu trabalho em favor dos mais necessitados, constituindo também uma homenagem à sua canonização como a primeira santa brasileira. Que seu exemplo nos inspire a ver Cristo nos rostos sofridos!


Jorn. François Ramos - Assessor de Imprensa/Arquidiocese de Uberaba