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30 de agosto de 2025
A noite de sexta-feira, 29
de agosto, ficará gravada na história cultural e religiosa de Uberaba. A
Paróquia do Santíssimo Sacramento, no bairro Mercês, testemunhou um evento de
rara grandeza: a inauguração do magnífico Órgão de Tubos Rigatto & Filhos,
que lotou o templo com fiéis e amantes da arte, dentre eles o presidente da
Fundação Cultural de Uberaba, Cássio Facure. O recital do consagrado organista
José Luís de Aquino, presenteou a cidade com uma rica apresentação musical na
abertura solene do Jubileu das Artes da Arquidiocese, unindo, num mesmo ato de
fé, a tradição secular da Igreja e a missão evangelizadora da beleza.
Monsenhor Paulo Porta,
pároco anfitrião, articulador do evento e grande entusiasta do instrumento,
citou a Constituição Conciliar Sacrosanctum
Concilium para sublinhar a profundidade teológica do momento e lembrar
que “O Concílio Vaticano II nos chama a ter em grande apreço na Igreja latina o
órgão de tubos, instrumento tradicional cujo som é capaz de dar às cerimónias
do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para
Deus. Hoje, damos corpo a esse ensinamento. Este não é um adorno, mas um novo
pulmão para a nossa liturgia, uma voz que convida perene à oração e ao assombro
diante do Mistério Divino”.
O Arcebispo Metropolitano,
Dom Paulo Mendes Peixoto, enalteceu a iniciativa visionária de Monsenhor Paulo
Porta e a relevância do evento para toda a comunidade. “Ver esta casa cheia
para celebrar a arte sacra é um sinal de esperança. Este jubileu, integrado no
Ano Santo proclamado pela Santa Sé, nasce do desejo de reconhecer a arte como
veículo privilegiado de evangelização. É um convite para que, através da
beleza, criemos ‘novas versões do mundo’, onde a verdade e a bondade ressoem
como testemunho da nossa fé”, declarou.
Complementando a visão
pastoral, o Vigário Geral, Monsenhor Célio Pereira Lima, refletiu sobre o
significado mais amplo do Jubileu das Artes para o povo católico. “Este tempo
de graça é um chamado para que reconheçamos a arte como uma via pulchritudinis, um caminho de beleza que
conduz a Deus. Ele celebra os artistas de nossa terra e os convida a colocar
seus dons a serviço da comunidade, enriquecendo nossa liturgia e nossa vida
comunitária. É um jubileu que santifica o talento humano, transformando-o em
oferta de louvor”.
Centenas de pessoas, entre
elas membros do clero e da comunidade religiosa, acompanharam atentamente
a performance magistral do Dr. José Luís de Aquino, cuja técnica refinada foi
forjada em catedrais europeias. Sua apresentação confirmou toda a solenidade do
evento. Cada nota do novo órgão, soberbo em sua potência e delicadeza, elevou a
assembleia, cumprindo sua missão sagrada de elevar os corações a Deus e
inaugurando com esplendor um jubileu dedicado a celebrar a aliança eterna entre
Fé e Cultura.
Ao
final, uma salva de palmas vibrante e prolongada coroou a noite, erguendo-se
como prece coletiva de gratidão pela beleza que tocou o céu e consagrou ainda
mais aquele espaço sagrado.