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27 de setembro de 2025

Dom Paulo Mendes Peixoto defende doação de órgãos como "ato cristão" em evento no HC-UFTM

A doação de órgãos como um ato de amor e vida foi o centro das reflexões no evento "Setembro Verde: Vida pela Vida", realizado na última sexta-feira no Hospital de Clínicas da UFTM. A cerimônia, que contou com a presença de autoridades civis, eclesiásticas e médicas, reforçou a importância da conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, tendo a Igreja Católica como voz destacada na defesa desse gesto solidário.

Presente ao ato, o arcebispo metropolitano de Uberaba, Dom Paulo Mendes Peixoto, que foi acompanhado pelo Padre Vitor Lacerda, coordenador adjunto de pastoral da arquidiocese, proferiu palavras tocantes ao relacionar o ato de doar à essência do cristianismo. "Doar órgãos é doar vida. Jesus doou a própria vida para nos salvar. Logo, quem doa órgãos faz da própria morte – curso natural de todos nós – ocasião de salvar a outros, algo fundamentalmente cristão", declarou. Dom Paulo ainda reafirmou que a doutrina católica incentiva e apoia a doação, parabenizando as equipes médicas e políticas pelo trabalho desenvolvido.

Coordenado pelo cardiologista Dr. Ilídio Antunes de Oliveira Júnior, o evento teve a participação da prefeita Elisa Araújo, da secretária municipal de saúde Valdilene Rocha, do promotor José Carlos Fernandes e da reitora da UFTM, professora Marinalva Vieira. A abertura foi animada pela Fanfarra da Escola Municipal Esther Limírio Brigagão e por músicos da Polícia Militar.

Em seu discurso, Dr. Ilídio destacou números expressivos: o HC-UFTM já realizou cerca de 1.500 transplantes, com 64 doações registradas apenas este ano – uma captação de órgãos ou tecidos a cada 3,7 dias, em média. "Na vida, o mais importante é o ser humano tratado como ser humano. O HC não abre mão do acolhimento e do respeito às famílias", afirmou, ressaltando a seriedade do processo regulado por lei.

A iniciativa reforça o histórico de compromisso da Igreja com a saúde pública. Em Uberaba, a Santa Casa de Misericórdia, ainda no período imperial, e o Hospital São Domingos, fundado em 1960 pelas irmãs dominicanas, são marcos dessa atuação pioneira. Hoje, com um índice de doação acima da média nacional, a cidade mostra que unir esforços entre setores é caminho para salvar vidas – missão que, como lembrou Dom Paulo, começa com um gesto de doação que ultrapassa a morte e se torna esperança para quem espera por uma nova chance.


Jorn. François Ramos - Assessoria de Imprensa/Arquidiocese de Uberaba