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21 de outubro de 2025
Com um cenário de fé e cultura como pano de
fundo, teve início na manhã desta terça-feira, 21 de outubro, o I Fórum de Bens
Culturais da Província Eclesiástica de Uberaba. A abrangência da iniciativa
demonstra sua relevância para a Igreja: cinco bispos participam deste evento
histórico: Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba; Dom Paulo Francisco
Machado, Bispo de Uberlândia; Dom Claudio Nori Sturm, Bispo de Patos de Minas;
Dom Valter Magno de Carvalho, Bispo de Ituiutaba; e Dom Geovane Luís da Silva,
Bispo de Divinópolis e Presidente da Comissão para os Bens Culturais da Igreja
no Regional Leste 2.
A
missa de abertura aconteceu às 7h no Mosteiro Nossa Senhora da Glória,
antecipando a dimensão sagrada presente em um Fórum que se reveste também do
primado acadêmico. Durante a celebração, Dom Paulo Mendes destacou a
importância do evento como "um marco na valorização da nossa história e
identidade", pedindo as bênçãos de Deus para todos os participantes em seu
trabalho de preservação do patrimônio da fé.
No Centro de Pastoral da Arquidiocese de Uberaba os
trabalhos tiveram início às 9h30, após o credenciamento e o café da manhã de
recepção aos participantes. Os especialistas presentes foram unânimes em
apontar o caráter inédito da iniciativa. Padre José Rinaldo, um dos
idealizadores do Fórum e secretário da
comissão organizadora registrou que: "Hoje é um dia muito especial, pois
estamos transformando o discurso sobre a importância dos bens culturais em ação
efetiva. Esta rede que se forma hoje não é apenas simbólica - é uma ferramenta
concreta de gestão que vai permitir desde a troca de expertise técnica até a
criação de um sistema unificado de catalogação", frisou
Para a Irmã Maria Silvoneide, representante da vida
religiosa no evento que vai até amanhã (22), trouxe um olhar concreto sobre a importância
de preservar a riqueza cultural sacra: "Nossos conventos e mosteiros
guardam verdadeiros tesouros que precisam ser integrados a esta rede. Como
religiosa, vejo neste Fórum a oportunidade de formar uma nova geração de
guardiões da memória, unindo o cuidado espiritual com a competência técnica".
Dom Geovane Luís da Silva não poupou elogios ao ineditismo
da iniciativa. "O que testemunhamos hoje em Uberaba é mais do que um fórum
regional; é a semente de um movimento nacional. Esta articulação entre bispos,
especialistas e comunidades religiosas em torno de um patrimônio que é de todos
os fiéis estabelece um novo paradigma de gestão sinodal. Estamos demonstrando,
na prática, que a preservação da memória material da Igreja não é um apêndice,
mas dimensão constitutiva da evangelização”, afirmou o Presidente da Comissão
para os Bens Culturais da Igreja no Regional Leste 2.
O I Fórum de Bens Culturais da Província Eclesiástica de
Uberaba se encerra amanhã (22) deixando como legado mais do que documentos e
propostas, o nascimento de um novo olhar sobre o patrimônio sacro. O que se
constrói aqui ultrapassa os limites institucionais e cronológicos: é o
reconhecimento de que a fé se encarna na história, e que preservar sua memória
material é garantir que as futuras gerações possam continuar a ler, nos objetos
e nas artes, a narrativa viva do encontro entre Deus e seu povo. Uma missão
que, a partir de Uberaba, reafirma seu lugar essencial no coração da Igreja.
Jorn. François Ramos - Assessoria de Imprensa/Arquidiocese de Uberaba









