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11 de junho de 2025
Em uma cerimônia carregada de simbolismo e fé, a Paróquia São Geraldo Majela vivenciou um momento histórico no último domingo, 8 de junho de 2025, Solenidade de Pentecostes. Sob a liderança do pároco Padre Fabiano Roberto, novos coroinhas, acólitos e Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística foram instituídos durante missa solene, que também renovou o compromisso dos servidores já atuantes.
A celebração, que lotou o templo paroquial, transformou-se em profunda reflexão sobre o serviço eclesial. Em sua homilia, Padre Fabiano Roberto teceu conexões entre o envio dos Apóstolos no Pentecostes e a missão dos novos ministros: "Assim como Cristo mostrou suas chagas aos discípulos e disse 'A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio' (Jo 20,21), hoje Ele estende as mãos para vocês. Cada coroinha que auxilia no altar, cada acólito que prepara o cálice, cada ministro que leva a Eucaristia aos enfermos – todos são enviados a ser feridas que curam, mãos que servem, portadores da Paz de Cristo!"
O pároco ressaltou ainda a riqueza do calendário litúrgico, destacando que Pentecostes não é fim, mas culminância de um caminho espiritual: "Vivemos 50 dias de Páscoa porque a ressurreição não cabe num único domingo! Do Tríduo Pascal até hoje, somos conduzidos a entender que o Espírito Santo não é prêmio para perfeitos, mas força para os enviados. Vocês, novos ministros, recebem hoje o mesmo sopro que animou os Apóstolos!"
Em profunda reflexão litúrgica, Padre Fabiano desvelou a pedagogia divina inscrita nos ciclos do ano eclesial. Para o Ciclo do Natal (Advento-Natal), cunhou a expressão 'Tempo do silêncio fecundo, onde o coração aprende a gestar o Verbo', destacando como a espera humilde prepara a acolhida do Divino. Quanto ao Ciclo da Páscoa (Quaresma-Páscoa-Pentecostes), definiu-o como 'Tempo do fogo sagrado que transfigura seguidores em mensageiros', sublinhando que o Pentecostes não é epílogo, mas 'explosão missionária que projeta a Igreja no mundo'. 'Estas estações espirituais', acrescentou, 'são mestras que nos ensinam: servir na liturgia é encarnar o mistério que celebramos!'"
Texto: Jorn. François Ramos - Assessoria de Imprensa/Arquidiocese de Uberaba
Fotos: sillnega