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3 de novembro de 2026
Diante da insegurança na
sociedade, as câmeras de LED, principalmente as inteligentes, são as sentinelas
da segurança, os vigias sorrateiros, às vezes até impercebíveis, usadas para
ajudar na proteção contra os invasores diuturnos. No campo da espiritualidade
da fé, na prática da vida cristã, a vigilância nos provoca a estar sempre
atentos às manifestações de Deus nas realidades da vida.
A câmera de LED espiritual, que ilumina a vida do cristão, é
Jesus Cristo. O que ele quer dos cristãos é a vigilância, o testemunho
permanente e iluminador na vida do outro, porque o exemplo arrasta mais do que
as palavras. Jesus não só falou as palavras motivadoras para as pessoas
participarem do Reino de Deus, mas foi ao encontro do irmão, principalmente
daquele mais fragilizado e abandonado.
Vigilância da fé significa estar preparado para acolher
aquele que chega, inesperadamente. Deus acena para essa realidade como
itinerário do Reino, em duas dimensões, uma, sobre o nascimento do Menino Jesus
no Natal e, outra, no julgamento do fim dos tempos. Tudo isso dentro do
contexto da sabedoria divina e do projeto de realização e consolidação do
Mistério da Salvação.
A atitude de sentinela ajuda a pessoa a não colocar em risco
a identidade de sua fé, por ser alguém convocado para vivenciar o que é
proposto nos Mandamentos divinos. Há o perigo de influência das modernas e
motivadoras idolatrias da cultura, que desviam as atenções e esvaziam o
assentimento pelas Leis de Deus. A vigilância que ilumina exige consciência da
ação em nós da sabedoria divina.
Caminhamos para o Advento e o Natal. Isto se repete todo ano
e parece não ser mais novidade. Mas, Jesus Cristo é sempre novo, atual e
repleto de energia iluminadora e restauradora de vida, porque eleva todos os
fragilizados que, vigilantemente, o procuram de coração sincero. A fonte
primeira disso está na Palavra inspirada da Sagrada Escritura, condição para
alcançar a salvação.
O cristão não pode ser um acomodado, esmorecido, sem
compromisso concreto com sua fé, imprudente, desanimado, como aquelas cinco
virgens que aparecem no Evangelho. Foram para a festa de casamento sem azeite
em suas lâmpadas, pois deveriam iluminar o espaço (cf. Mt 25,2). Acabaram sendo
excluídas porque não foram vigilantes e encontraram as portas fechadas.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba