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3 de agosto de 2026
Transformemos a politicagem,
contrária a todos os valores cristãos, em uma nova prática política,
comprometida com esses valores. Votar bem é tão importante quanto rezar. O voto
credencia o eleito para agir em nome do povo. Mas, poucos têm visão do que
significa bem comum. Então, é necessário conhecer bem o candidato, descobrir o
seu currículo de vida e que seja uma pessoa responsável para o cargo que assume
em nome do povo.
Escolhendo bem, teremos boa administração, atendendo aos
desejos e aspirações das comunidades. Se a escolha não foi feita com
responsabilidade, seremos culpados por uma má administração no espaço a ser
ocupado, favorecendo práticas de injustiça no lidar com o bem público, com politicagem,
a favor de "panelinha", e contra a vontade do povo. O nosso voto é
que vai decidir!
Eleição é coisa séria e ela está chegando novamente. Não devemos
votar só para ter o documento eleitoral rubricado. Pessoa responsável vota com
responsabilidade, não se deixa enrolar, não vota com olhos tapados, não fica
preso por promessas ou presentes. O voto é livre, direto e secreto. Seja ligado
ao candidato, escolhido com maturidade, e sem preconceitos extremistas pelo
eleitor.
Existe voto que não é livre. Há o "voto de
cabresto". Isto acontece quando alguém obriga todos os seus empregados,
esposa, filhos, e vizinhos a votarem nos candidatos que ele apoia. Há gente que
vota no candidato do patrão com medo de perder o emprego, ou para pagar
favores. São pessoas que pensam pela cabeça dos outros. Existe também o
"voto comprado", pensando só em si.
Há alguns presentes que só aparecem em tempo de eleição. Uma
coisa fica claro: quem recebe tais presentes não tem nenhum dever de justiça de
votar em tais candidatos doadores. Aliás, os que compram voto não acreditam em
sua própria identidade e, se eleito, certamente não será um administrador a
agir com atitude de honestidade e comprometido com bem da população.
Como está baixa a nossa política! Cada um quer falar mais
mal do outro, inclusive desmoralizando famílias e pessoas. As propostas de
governo não são sérias ou nem existem. Em vista disso, aparece um outro tipo de
voto, o chamado "voto em branco". Muita gente pensa em fazer isso, e
não é o melhor caminho, porque ajuda candidatos sem responsabilidade com o bem
comum. Todos perdem.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.