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25 de agosto de 2025
Todo ano no Brasil, agosto é
escolhido como Mês Vocacional. As liturgias dominicais exploram as diversas
vocações que preenchem as atividades pastorais de sua caminhada. Estamos
terminando o exercício desta prática, quando vivenciamos o tema proposto para
este ano de 2025, “Peregrinos porque chamados”. Tema sintonizado com o Jubileu
Bíblico da Esperança, “Peregrinos de Esperança”.
A tônica principal das reflexões é sobre o chamado de Deus
nos diversos momentos da vida das pessoas. Assim falamos da vocação das pessoas
batizadas, seja como padre, como pai e mãe de família, como religioso e
religiosa numa congregação religiosa, como leigo e leiga na vida da comunidade
cristã, de modo especial, como catequista, todos servindo na construção do
Reino de Deus.
Dou ênfase ao Ministério Catequético. O Papa Francisco deu
um especial destaque para esse importante Ministério na vida da Igreja. Até
então, não tinha esta configuração de “Ministério”, como acontece com o antigo
Ministério do Leitorado e do Acolitado. A intenção foi, não só de valorizar o
trabalho generoso dos catequistas, mas também para dizer que fazem serviço em
nome da Igreja.
A Igreja precisa valorizar esse importante Ministério na sua
pastoral, valorizar os catequistas, porque é trabalho voluntário e com
dedicação na catequese. Pessoas que sentem o impulso evangelizador e se
colocam, iluminados pelo Espírito Santo, a serviço da Palavra inspirada de
Deus, comunicam e semeiam o amor e a fé nos corações de tantas crianças,
adolescentes, jovens e adultos.
O verdadeiro catequista é aquele que, na prática, escolhe o
“último lugar”, aquilo que é exigido da pessoa para fazer ressoar o Evangelho do
Senhor. Não é uma missão de grandeza humana, mas espiritual, de seguimento do
“ide” de Jesus, para fazer discípulos, batizar e catequizar (cf. Mt 28,19-20).
Portanto, é sim uma missão sublime, de graça divina, como juntar tesouro no céu
(cf. Mt 13,44).
É grande todo aquele que se coloca de modo simples no
serviço do irmão. Isto reconhece a identidade do catequista, de um serviço
despojado de interesse econômico, todo imbuído do espírito vocacional, de
inspiração divina. Para Jesus, “quem se eleva, será humilhado e quem se
humilha, será elevado” (Lc 14,11). Dizemos que os catequistas não são grupo de
privilegiados, mas servidores.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba