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12 de janeiro de 2026
Passado o ciclo do Natal, agora a liturgia
se volta para o Tempo Comum, tempo de esperança, inclusive usando a cor verde
nas celebrações eucarísticas. Mas, é tempo de catequese bíblica, de reflexão da
Palavra de Deus, proclamada em todos os momentos celebrativos. A fé cristã vem
da Palavra, de Cristo falando ao povo, iluminando a vida das pessoas
comprometidas na comunidade.
Agora é deixar que a luz de Deus brilhe o caminho de cada
ser humano, fazendo dele um verdadeiro “iluminado”, alguém que brilha, porque
age com responsabilidade, tanto na verdade, quanto na justiça. As leituras da
Palavra de Deus, anunciadas na liturgia, principalmente dominical, quando
ouvidas com atenção e colocadas em prática, provocam, na pessoa, uma conduta de
luz.
O tempo de vida na
terra é muito curto e cheio de tropeços, de atos escuros, de sofrimento, mas
com possibilidades inesgotáveis, porque brilha a luz de Cristo na catequese
bíblica. A Palavra é luz, é como a estrela que guiou os Reis Magos caminhando
na direção da grande estrela, que era o Menino Jesus, Deus feito Homem, que foi
encontrado na manjedoura, nos arredores de Belém (Mt 2,2).
Para Jesus, a pessoa, principalmente o cristão, precisa ser
luz, iluminado pela Palavra, com fundamento na expressão bíblica: “Vós sois a
luz do mundo” (Mt 5,14). Ser luz é ser santo, ser aquilo que está contido nos
propósitos da Palavra de Deus. A santidade é um ponto de chegada na história da
Salvação. Foi justamente para isto que aconteceu a Encarnação do Verbo, para
elevar o ser humano.
Falar a palavra “santidade”, na cultura hodierna, parece ir
na contramão da história. O fundamental é ser santo, mesmo envolvidos e
influenciados pela modernidade secular e laicizada. Paulo, apóstolo, falando
para a comunidade dos coríntios, cita as condutas imorais, os falsos profetas e
os ensinamentos contrários à fé, atos espúrios e que desabonam o caminho da
santidade das pessoas (cf. 1Cor 5,8).
Em todo o ciclo do Tempo Comum, a Palavra de Deus é
anunciada para evidenciar a missão de Jesus Cristo e o compromisso de
fidelidade dos cristãos com ele. É aquilo que fez João Batista ao testemunhar a
autenticidade do Cordeiro, do Filho de Deus, daquele que tira as amarras da
vida e revela a verdade sobre a terra. Fica em nossas mãos dar continuidade à
missão do Cristo missionário.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba